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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Relato de amamentação do Elias e da Sarah

Amamentando grávida e dois filhos de idades diferentes


Durante a minha primeira gestação eu não me preocupei muito com a amamentação, achava que para amamentar bastaria colocar no peito e pronto, que não havia segredos.
O pouco que eu li durante a gravidez sobre amamentação falava de amamentar exclusivo por 6 meses e depois por pelo menos 2 anos.

Lembro de um pequeno relato de uma mulher, onde ela contava que amamentou o seu ‘cordeirinho mamão’ até 5 anos, neste meio tempo ela engravidou, teve outro filho, este até desmamou e o ‘cordeirinho mamão’ continuou mamando até os seus 5 anos. Lembro-me bem que quando eu li isto vi ali uma possibilidade, coisas que nunca havia pensado: amamentar grávida, amamentar dois filhos ao mesmo tempo e principalmente amamentar prolongadamente.

Quando o Elias nasceu eu vi que a amamentação não era assim tão sem segredos. Não tive grandes problemas, mas superei diversos pequenos obstáculos. Na consulta de pós parto, o GO falou de planejamento familiar, eu disse que queria ter outro filho dentro de 2 ou 3 anos, mas não queria ter que desmamar um para ter outro. Ainda com o meu recém-nascido nos braços ouvi que eu não precisaria desmamar, que poderia amamentar grávida e amamentar depois os dois filhos sem problema.

Não há risco de se amamentar grávida, a não ser que exista risco de parto prematuro, que daí sim a hormônio liberado na amamentação pode adiantar o parto, mas se houver esta restrição medica para amamentar também haverá para sexo e algumas outras atividades, já que o hormônio liberado é o mesmo e as contrações provocadas pelo orgasmo são até mais intensas do que as provocadas pela amamentação, então se não há restrição para o sexo não há porque restringir a amamentação.

Sabendo isto passei a ter o meu ideal, amamentar prolongadamente, esperando o desmame natural e espontâneo, ter outro filho próximo, amamentar grávida e depois ambos os filhos. Era o que eu acreditava ser o melhor, o que eu queria e o que eu desejava, dependendo apenas da vontade deles também.

Quando engravidei novamente o Elias estava com 2 anos e 3 meses, já não mamava muito, mas logo que engravidei passou a mamar mais, para depois novamente reduzir. Quando ele tinha dois anos e meios foi a primeira vez que pensei em desmame, não em desmama-lo, mas no desmame como um processo longo que já havia começado

Foi tranqüilo amamentar grávida, não vou dizer que seja uma maravilha apesar de não ser de todo ruim. Os seios estão mais sensíveis, às vezes dói, a barriga começa a atrapalhar, estamos mais cansadas, temos mais sono, o humor muda, nossos hormônios mudam, o leite diminui. Eu sempre acreditei que amamentação era mais importante do que estes inconvenientes e continuei.

Não lembro em que ponto da gestação tive a nítida impressão de que meu leite havia secado, para depois de uns dias chegar o colostro. O Elias continuou mamando sem nunca falar ou reclamar de nada.

Quando a Sarah nasceu o Elias passou a mamar bem mais, nos primeiros dias posso dizer até mesmo que ele mamou mais que ela, até de madrugada ele voltou a mamar. No começo ele a via mamar e queria, ele não a via e queria da mesma forma. Junto com a Sarah veio a abundancia, muito leite e nisto o meu pequeno rapaz de 3 anos engordou 1kg em cerca de 1 mês de volta à amamentação (quase) exclusiva.

Aos poucos ele foi reduzindo novamente as mamadas, voltou a mamar como mamava antes de eu engravidar e seguiu no seu ritmo de desmame, mamando atualmente um ou duas vezes ao dia.

A Sarah, um bebê completamente diferente do que o Elias foi, com um ritmo de mamar diferente o tempo que ficava no peito, a freqüência que me solicitava. Agente sabe que um filho é diferente do outro, mas eu não imaginava que me surpreenderia tanto com estas diferenças. Para ela parece que o mundo é mamar, não pode ver, ouvir, cheirar, pensar que logo já quer: mamar, mamar, mamar... Penso que quando for ela a mais velha mamando junto de um próximo irmão, será bem diferente de como foi com o Elias mais velho, já que a relação dela com o mamá é completamente diferente da dele.

Eles mamaram muitas vezes juntos, muitas vezes separado. Amamentar um filho em cada peito com eles se fazendo carinho é uma das coisas mais gostosas que há. Só que amamentar dois filhos não é só isto, tem horas que um quer mamar justamente o peito que o outro está, o peito as vezes vira alvo de disputa e as vezes de união. Tem horas que não há coisa melhor para os ciúmes do que ter dois seios.

Para mim, amamentar os meus dois filhos de idades diferentes é algo tão natural como gestar e parir. A amamentação começou e vai terminar na hora dela, o Elias desmamará espontaneamente e enquanto isto não acontece, eu sigo amamentando, mesmo tento engravidado e amamentado outro bebê. O mesmo vale para Sarah, que desmamará um dia ainda muito longe, mesmo com uma nova gestação e com mais um filho no peito, eu continuarei a amamenta-la até que seja o momento dela de parar.

Para mim é importante respeitar o ritmo da criança e como não há motivos para não se amamentar grávida, eu não conseguiria ter um filho em detrimento do outro, e eu me sentiria assim se desmamasse em uma nova gestação.

Raquel mãe de Elias, 4 anos e Sarah 1 ano e 4 meses


Postado originalmente no mamiferas: "Amamentar grávida é possível, sim!"

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Relato de amamentação de dois filhos de idades diferentes



Antes mesmo de engravidar, eu já sabia que poderia amamentar grávida, que não há contra-indicação a não ser que haja risco de parto prematuro. Eu já havia decidido que amamentaria durante a gestação e, depois, os dois até que o Elias desmamasse natural e espontaneamente.

Quando eu engravidei da Sarah, o Elias tinha 2 anos e 3 meses e mamava umas 5 vezes, três durante o dia e duas a noite.

No primeiro trimestre da gestação, ele mamou muito mais do que o normal, não sei bem quanto, mas mamou mais. Não só mamou mais, como também pedia mais minha atenção, mais mamãe, mais colo, etc.


No segundo trimestre, voltou ao normal, nem parecia que eu estava grávida. Voltou a mamar como antes de eu engravidar. Na verdade, até cortou uma mamada, passou a pedir para dormir na caminha dele, cerca de metade das noites (praticamos cama compartilhada) e foi um momento oportuno para um desmame noturno.

Eu nunca me incomodei de acordar à noite, por isso sempre vinha adiando o desmame noturno, mas com a gestação tive medo de ter que lidar com dois acordando à noite para mamar, então planejei um desmame noturno bem suave, o que foi feito em poucos meses.


No terceiro trimestre da gestação, ele voltou a me solicitar mais, mais mamãe, mais colo e mamar mais novamente. Algumas noites ele voltou a acordar e pedir mama.

Amamentar durante a gravidez foi relativamente tranqüilo. O mamilo ficou mais sensível em parte da gestação e no inverno eu tinha dor depois dele mamar, o que descobri que era causado pelo frio, então bastou passar a aquecer os seios depois da mamada para resolver o incômodo.


Dizem que amamentar adianta o parto, mas eu cheguei com 40 semanas sem problema nenhum. Conforme chegava o final da gravidez, eu imaginei que em alguma mamada entraria em trabalho de parto, mas não foi assim que aconteceu.

Eu já estava em trabalho de parto, bem fraquinho e suave, quando o Elias pediu para mamar. Ele queria dormir depois do almoço, então mamou uma meia hora e fez o trabalho de parto se intensificar.


A Sarah nasceu. Nasceu e mamou.

Pareceu uma boquinha tão suave, tão pequena, muito diferente do que eu estava acostumada fazia quase 3 anos... Eu achei que o Elias fosse querer mamar ao vê-la mamar, mas não, ele não pediu. Só depois que todos foram embora e ficamos só nos em casa é que ele mamou, mamou e dormiu, desmaiou, estava cansado e empolgado com o nascimento da irmã.


Enquanto era só o colostro, eu dava o peito primeiro para ela, e ele sempre mamava o peito que ela tinha mamado por último.

Depois desceu o leite, abundantemente e o esquema mudou. Ele mamava primeiro, mamava o excesso e ela mamava depois, mais tranqüila, sem esguichar leite. Ela nunca gostou de peito muito cheio. Eu dava o mesmo seio para ela até que ele mamasse novamente e tirasse o excesso do outro seio, daí passava a dar para ela este seio até a próxima mamada dele.

Se ele não queria tirar o excesso eu mesma tirava, ordenhando para o Banco de Leite, desde quando ela estava com 3 dias. As mamadas dele estavam mais irregulares, tinha dias que eu não ordenhava, tinha dias que ordenhava 3 vezes.


O Elias mamou muito depois que a Sarah nasceu, acho que nos primeiros dias chegou a mamar umas 9 vezes, até de madrugada voltou a mamar. Nas primeiras noites ela dormiu bem e ele mamou até mais vezes que ela.

Na segunda semana já mamou umas 5 vezes. Na terceira só três e tive que mudar o esquema novamente já que ela mamava com mais freqüência e não dava para deixar um seio tanto tempo sem mamar. Passei a dar um seio para ela e o outro para ele e para as ordenhas, este esquema deu bem certo por bastante tempo, com umas poucas adaptações.


Nas primeiras noites ele mamou bastante e seguiu mamando à noite, uma ou duas vezes por mais uns 3 meses. Deixei ele parar novamente por si só, já que não me incomodava.

Depois de um resfriado ele quis mamar a noite inteira, mas nada que uma conversa depois durante o dia não resolvesse. Na verdade, descobri que qualquer problema noturno deve ser conversado depois no dia seguinte para ser resolvido, como aconteceu em uma das primeiras noites que ele teve que esperar a Sarah mama e abriu o berreiro...


Aos poucos ele foi voltando a mamar o que ele mamava antes dela nascer. Acho que com uns 3 meses ele já mamava igual ao que era antes da gravidez. Lógico que tem dias em que de repente mama mais, mas isto sempre foi assim antes também.


A vantagem de se amamentar uma criança é que ela já entende muita coisa e sempre você pode conversar e explicar as coisas, mesmo as relacionadas ao mama. Fiz isto algumas vezes com o Elias, como nas acordadas noturnas dele e também sobre mamar em qualquer lugar, já que para ela dá para dar mama de pé na fila do banco, já para ele não dá...


Eu amamentei os dois ao mesmo tempo muitas vezes e vi que tem horas que não há coisa melhor para o ciúmes do que ter dois seios!

O Elias está no caminho do desmame, aos poucos vai perdendo interesse e mamando menos. Quanto tempo mais este processo vai demorar, só o tempo dirá.

A Sarah faz 9 meses hoje, está começando a comer, ainda mama muito e tem um longo caminho pela frente.


Raquel, mãe de Elias de 3 anos e 8 meses e de Sarah de 9 meses

Postado originalmente no blog do grupo MAMA

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Relato de amamentação do Elias

Quando engravidei pensei e planejei muito o parto, mas em momento nenhum pensei no depois, em como seria a amamentação. Para mim seria uma coisa simples, era só colocar no peito para mamar e pronto.
Não sei até onde esta minha falta de expectativas foi boa ou ruim. Em partes foi bom porque não fiquei com medo de ter problemas de algo dar errado, não tive frustrações porque não foi como eu queria, as coisas simplesmente foram acontecendo...
A única coisa que eu tinha era certeza que teria leite e que teria muito.
Na minha família todas tiveram bastante leite, lembro da minha tia doando leite, ela amamentou os cinco filhos, o mais novo até uns quatro anos. Minha mãe amamentou os quatro e lembro-me dela dizendo em vários momentos que tinha que tirar um pouco o excesso de leite para eu não engasgar, porque eu espaçava mais as mamadas que os outros três. Minha irmã, também amamentou a filha, vazava leite até quase um ano. Então a única ciosa que eu esperava era ter bastante leite!
Sei que ter muito leite não quer dizer nada, mas esta era a única expectativa que eu tinha.


O Elias nasceu, veio direto para o meu colo com o cordão ainda pulsando. Eu sem saber bem como tudo funcionava tentei colocá-lo para mamar direto sem deixá-lo descobrir primeiro, meu cheiro, minha pele, como se naquela hora ele tivesse que mamar, subestimei um pouco o contato que é tão essencial.

Acabou que ele não mamou naquela hora, teve apenas o contato, meu colo. Hoje me questiono que se não tivesse conduzido tanto aquele momento ele poderia ter sido mais especial e ele poderia ter descoberto meu seio, meu mamilo, ter mamado na primeira hora, coisas que considero tão importante e que é uma das coisas que pretendo superar com o próximo filho, sentir que fiz melhor.

Não sei bem que horas que ele mamou mesmo, porque eu dormi, não sei se foram 2 horas depois ou se foram 4, mas ele mamou. Fiz as coisas com a simplicidade que esperava que fossem, coloquei-o no peito e dei de mama, não sabia nem percebi que ele pegava errado, fazia muito barulho para mamar, a enfermeira depois veio me explicar que não podia fazer barulho, me mostrou como deveria ser a pega, como ele tinha que abocanhar, não tive muita dificuldade para corrigir a pega, mas este primeiro dia de pega errada me rendeu uma pequena fissura, nada grave, mas doeu por vários dias.

Segundo dia meu seio começa a ficar inchado, outra coisa me faltava conhecer melhor, apojadura. O pouco que sabia era da minha irmã comentar de quando o leite dela desceu.

Já me casa meu seio muito duro, mal dava para o Elias abocanhar. Antes de dar mama eu fazia uma pequena massagem ao redor do mamilo e tirava um pouco de excesso para ele conseguir pegar o seio, esta pelo menos foi uma das poucas informações sobre amamentação que levei da minha gestação.

Nas primeiras noites ele mamava de hora em hora, eu não sabia que existia gente que ensinava bebê a mamar com horários então pensava que estes horários iam surgir naturalmente. Demorou um pouco para ele ter um horário mais padronizado, mas não demorou muito para ele não acordar mais de hora em hora à noite...

Assim foram passando os dias, no começo ele ficava bravo com o excesso de leite, mas logo ele aprendeu a mamar ‘cuspindo’ o excesso, tinha que deixar uma fralda de pano sob a boca dele para pegar este excesso que escorria. Além de outra fraldinha no outro seio que vazava enquanto ele mamava.

Ele não tinha padrão nenhum durante o dia às vezes fazia intervalos de 30 min. outras raras vezes fazia de quase 2 horas, eu com receio de que não mamasse o leite gordo do final da mamada resolvi que se mamasse muito perto daria o mesmo seio, trocava de seio a cada 2 horas, a cada intervalo de 2 horas um seio não importa quantas mamadas ele fizesse, em menos de 2 horas seria no mesmo seio e mesmo assim ele não chegava a esvaziar o seio.

Com um pouco menos de um mês ele fez pela primeira vez um intervalo de 5 horas direto dormindo, este primeiro intervalo foi aumentado aos poucos, com três meses ele fazia entre 8 e 10 horas seguidas, mas isto tinha um inconveniente, meus seios ficavam muito cheios e eu chegava a acordar com dor nos seios. Resolvi começar a tirar leite antes de dormir para não acordar com dor durante a noite, esvaziava os seios à noite antes do banho, não tinha ainda banco de leite na cidade, este leite era usado então para as mais diversas coisas, desde alimentar as cachorras até ser passado como hidratante de pele durante o banho. Às vezes eu media por curiosidade, tirava em um copo, outras vezes tirava dentro do Box deixando escorrer pelo corpo, eram uns 100/200 ml jogados fora diariamente. Aos poucos fui tirando menos e a produção se ajustando até que não precisei mais tirar o excesso antes de dormir para dormir confortável.

Com dois meses ele começou a chupar dedo, para mim no começo isto foi motivo de grande preocupação, mas fui atrás de pessoas que o filho tivesse chupado dedo e o que encontrei é que crianças amamentadas por pelo menos dois anos costumavam parar de chupar o dedo sozinhas antes disso, as que mantinham geralmente tinham sido desmamadas antes dos dois anos. Como eu pretendia amamentar por dois anos, como a OMS recomenda, fiquei mais tranqüila. Às vezes ele largava o peito para chupar o dedo. Sempre que via ele chupando o dedo tentava tirar e dar o peito, tinha vez que isto o deixava muito bravo, tinha vez que funcionava.

Desde que nasceu ele nunca dormiu no quarto dele, no começo deixava num moisés ao lado da cama, depois a primeira dormida era no berço, depois vinha para o meu lado. Apesar dele dormir boas horas de sono seguidas, o resto de noite que faltava ele acordava com intervalo máximo de 1 hora e meia, acordando umas três vezes até acordar de vez. Então ele dormir este finalzinho ao meu lado me ajudava muito a descansar e ajudava na amamentação noturna. Quando começou a esfriar o tempo e eu tomei mais coragem assumimos de vez a cama compartilhada e ele passou a dormir a noite todo ao meu lado, o que facilitou ainda mais as acordadas.

Os seis meses se aproximavam e eu comecei a questionar porque eram seis meses para introdução dos alimentos e não cinco ou sete? As únicas respostas que encontrei foram que antes dos seis meses não poderia dar nada, mas que poderia adiar um pouco a introdução. Sem o peso dos seis meses nas costas fui levando mais um pouco. Meus irmãos vieram visitar, fomos viajar e assim se passou mais um mês. Com sete meses já planejando introduzir os alimentos o Elias pegou uma virose, não só ele como meu marido, eu meu irmão, meu pai e mais metade das pessoas que encontramos no aniversario do meu irmão. Muitos vômitos, diarréia, muito leite materno e algum remédio, dado na colher. Ele chegou a quase desidratar, não aceitou soro, mas o leite materno foi suficiente para não deixá-lo piorar mais. Com esta virose ele começou a acordar mais a noite e seguiu acordando por muito tempo...

Depois que ele melhorou resolvemos começar com os alimentos. Ele tinha criado certa repulsa pelas colheres já que eu tinha dado algum remédio nelas e ele só as tinha conhecido para isto.
Já havia lido que quando a criança está pronta para os alimentos ela tem já certa capacidade de se alimentar sozinha, então foi assim que começamos: Elias, comida e muita sujeira!! Depois comecei com a colher e bem aos poucos com todos os alimentos.

Só depois de um ano que fui levar a alimentação mais a serio, evitar que ele mamasse antes de uma refeição, tentar dar sempre nos mesmos horários, ele foi comendo cada vez mais e reduzindo aos poucos as mamadas.

Com um ano e pouco ele fez uma greve de amamentação. O que é uma greve? É quando a criança para subitamente de mamar e isto dura apenas alguns dias, ele ficou quatro dias praticamente sem mamar, nos primeiros dois ele até pedia o peito, mas não mamava, pagava e largava, nos outros dois nem isto, nem mesmo a noite, nem dormindo.

Foi difícil para mim, eu não sabia o que era esta tal de greve e tive muito medo do desmame, para mim, amamentar menos do que a OMS recomenda seria em parte um fracasso, além de que não acho que nem eu nem ele estávamos prontos, ele ficava com o dedo na boca olhando para mim, como se quisesse mamar, mas algo o impedisse. Depois destes quatro dias ele mamou dormindo e aos poucos foi voltando a mamar, depois para compensar ele mamou muito mais do que de costume por umas duas semanas. Lógico que com esta grave a produção diminuiu e em partes ele mamar mais foi uma forma de estimular a produção a voltar ao normal.

A partir da greve ele foi aos poucos diminuindo a sucção digital, até que com um ano e oito meses ficou uma semana sem chupar o dedo, depois mais umas e foi indo assim por mais um mês até que ele largou de vez, com um ano e dez meses ele já não chupava mais dedo e pouco depois já parecia que nem sabia o que era aquilo, confirmando minha teoria de que se eu mantivesse a amamentação ele largaria o dedo antes dos dois anos.

Desde que ele passou a acordar a noite eu adiei tomar alguma atitude. Pensei em esperar um ano, depois um ano e meio, depois dois anos, mas geralmente pensava em fases que ele acordava mais e quando passavam eu resolvia levar mais e não fazer um desmame noturno. Eu nunca gostei da idéia de negar o mama, mesmo à noite e sempre acreditei que a amamentação noturna tinha certa função, afinal o pico de prolactina, hormônio responsável pela produção, ocorre na madrugada e nunca achei que isto fosse por acaso.

Quando decidimos pelo segundo filho comecei a pensar mais no desmame noturno, já sabia que poderia amamentar durante a gestação se ela não fosse de risco, já tinha decidido fazê-lo, mas amamentar dois a noite não estava nos meus planos. Conversando com uma amiga ela disse que os filhos passaram a dormir a noite toda durante suas gestações, resolvi então esperar engravidar, afinal teria mais nove meses para resolver isto.

Engravidei, os seios ficaram mais sensíveis, mas a amamentação continuou sem maiores problemas, às vezes tinha que arrumá-lo no peito ou tomar mais cuidado quando ele pegava ou soltava o seio se fosse de qualquer jeito poderia doer.

Com três meses de gestação e o Elias tendo dois anos e meio, resolvi desmamar a noite, de uma forma bem lenta e calma. Simplesmente parei de oferecer, se ele resmungava tentava confortá-lo de outra forma, se não tivesse jeito dava mama. Só com isto em poucas semanas ele já dormia bem melhor.

Conforme a gestação foi caminhando o leite foi diminuindo, cada vez menos leite, eu já não consigo mais tirar uma gota, mas ele ainda mama normalmente, bem menos vezes. A gestação segue tranqüila, uma coisa não está interferindo na outra, não dói para dar de mama, o peito fica mais sensível o que faz com que eu tenha que tomar mais cuidado principalmente quando ele quer mexer a cabeça mamando ou na hora em que vou tirar o peito.

Aos poucos ele foi reduzindo as mamadas, mesmo antes de eu engravidar ele já não mamava mais tantas vezes. Aos dois anos ele mamava em media umas cinco vezes, agora quase no final da gestação ele tem mamado apenas umas três vezes, acredito que quando o bebê nascer ele vá querer mamar mais vezes, mas vejo que ele está em processo de desmame, não sei bem quanto tempo isto vai levar, se vai ser alguns meses ou mais de um ano, mas percebo que ele está desmamando no ritmo dele e que uma hora ele vai parar. Eu pretendo levar até onde ele for e vamos ver como será amamentar dois filhos...

Raquel, mãe de Elias 2 anos e 9 meses mamando

postado originalmente no blog do grupo MAMA

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Relato de Parto do Elias

Anuncio da nascimento em uma lista de discussão do Yahhogrupos:

"Nasceu essa madrugada, às 2h, o Elias, filho da Raquel de Piracicaba.
Ela não participou muito,pois
estava sem computador em casa.
O parto ia ser em casa, mas por diversas razões eles optaram por vir para São Paulo e o bebê nasceu no Hosp. N. Sra. de Lourdes, de um lindíssimo parto natural, assistido pelo JK e Márcia K.
Para quem entende das questões físicas envolvidas, foi feito um exame de toque no consultório às 19h - estava com 6 cm, contrações a cada 7 minutos.
Internou às 22h, contrações a cada 4 min.
Exame de toque à 1h, 8 cm, bebê alto (-2). Ela pediu anestesia, pelos nossos cálculos ainda faltariam algumas horinhas, pelo menos umas 3, pois o bebê estava muito alto, nem tinha insinuado direito na bacia. A bolsa foi rompida artificialmente, era mais ou menos 1:15h. Antes que o anestesista entrasse na sala, ou seja, 15 minutos depois que a bolsa foi rompida o bebê desceu de -2 para +5. Coroou assim, de repente!!! Ninguém acreditou! Ela fez força e o bebê nasceu em 30 minutos. Chocante, impressionante!!!! Foi um parto muito lindo."



Consulta com o Dr. Carlo Yossef
Até eu estar com 40 semanas de gestação, meu parto seria em minha casa com a Márcia e a Priscila. Meu marido queria que eu continuasse com o medico em vez de fazer o pré-natal com elas, eu não via problema até achava bom por ter um medico por perto caso acorresse algo.

Estava previsto para dia 11 de dezembro. Na consulta do dia 12, com 40 semanas e 1 dia, o médico falou que achava que o bebê ia entrar em sofrimento se já não estivesse, que ele não costumava errar e algo dizia para ela tirar o bebê de lá, que o bebê estava alto e minhas chances de parto normal eram pequenas. Eu questionei ao menos esperar entrar em trabalho de parto e ele respondeu que “não via luz no fim do túnel” e que não valia esperar, falou que nunca perdeu um bebê por pós-data. Perguntei até quando ele já havia esperado, ele disse 40 semanas e 3 dias, mas que no meu caso pelo bebê estar alto a chance dele descer era muito pequena, que para ele a perda podia ser pequena, 5 ou 10%, mas para mãe era 100%.

Ele escutou os batimentos cardíacos e disse que estava desacelerado e que o bebê não reagia, falei que o bebê estava mexendo bem, ele disse que isto não significava nada, que ele retirou um bebê mecôniado com 38 semanas e estava mexendo bem.

Meu marido falou para olhar no ultra-som, ele olhou e falou que o bebê estava bem, falei de fazer Doppler e cardiotoco, e ele disse que não adiantava que daria tudo bem, falei que para mim faria diferença pelo menos entrar em trabalho de parto, ele disse que quem quer um parto normal geralmente não consegue. Falou se eu assinaria um termo de responsabilidade por esperar, eu disse que sim, eu sabia que o bebê estava bem, ele disse “... e se seu bebê morrer de hoje para amanhã de quem vai ser a responsabilidade” falei que minha, ele disse que o termo de
responsabilidade não faria diferença, que se saísse no jornal não faria diferença ele mostrar a carta assinada por mim.

Terminou falando que não esperava mais que se eu quisesse procurar a opinião de outro medico que esperasse mais porque ele não esperava. Perguntei se ele tinha alguma indicação ou se conhecia alguém que esperasse, ele falou que os médicos do SUS costumam esperar, ele questionou se eu não conhecia em São Paulo, disse que sim e pedi para ele escrever o que ele considerava motivo de cesárea num papel. Antes eu também questionei de induzir ele disse que não adiantaria e que nem adiantava fazer toque que o bebê estava alto.

Discussões em casa
No caminha de casa o Coruja ficou muito exaltado, tivemos uma primeira discussão, ele queria que eu dissesse algo e eu falei que chegando em casa ligaria para a Márcia e para o Jorge e veria o que fazer, eu não sabia o que pensar.

Chegamos em casa ele saiu para esfriar a cabeça no bar de um amigo, liguei para Márcia que me acalmou muito bem, depois meu marido voltou para casa e falei para ele tudo que ela tinha me dito, ele disse que não queria que fosse mais em casa e ai começaram os questionamentos: ”está parecendo que você não quer este bebê aqui fora, ele pode estar aqui nos nossos bra
ços amanhã”, “está parecendo que o parto é mais importante que o bebê.” Minha irmã que teve que fazer cesárea disse: ”Eu sei o que você está sentindo, eu também passei por isto e fui para São Paulo com a esperança do medico falar que podia esperar, mas teve que ser para mim foi um choque!”

Falei que ia para São Paulo que não ia fazer cesárea sem ao menos tentar um parto normal. Ele disse que não queria que eu fosse, que fosse em casa mesmo então e se acontecesse algo que eu fosse para o SUS. Mas com tudo isto eu também fiquei u pouco insegura, tinha medo de o medico estar certo.

Minha irmã sugeriu que fosse ao medico dela, Dr. Geraldo, que não é cesarista e não é também humanista, seria um meio termo, uma terceira opinião, pois meu marido dizia que o Jorge ia dizer o que eu queria ouvir, que ele era uma boa pessoa tinha uma aura ótima, estávamos na varanda e neste momento a luz que estava com defeito (hora acendia hora não) acendeu, olhamos um para cara do outro e demos risada, foi uma boa descontração momentânea e ele “falou uma aura forte mesmo!”

Neste ponto os ânimos já estavam mais baixos e ele falou que estava preocupado, eu falei que sabia que estava tudo bem, falei que então íamos para São Paulo no Dr. Geraldo e no Jorge. Ele questionou se o Dr. Geraldo dissesse que tinha que ser cesárea, o que eu ia fazer se ainda ia no Dr. Jorge para ouvir o que eu queria, se ia confiar mais no Jorge contra a indicação de dois médicos, falei que não sabia, que íamos ver o que ele ia falar.

Por telefo
ne o Dr. Geraldo disse que pelo que o outro medico havia dito, se estivesse tudo certo, teria que ser, mas que ele não podia dizer por telefone, teria que me examinar.

Consultas em São Paulo
Fomos para São Paulo na terça, dia 13, fomos da rodoviária direto para Dr. Geraldo, ele disse que estava tudo bem, que hoje em dia os médicos não costumam esperar mais que 40 semanas mesmo, mas que daria para esperar tranqüilamente até dia 22 (41 semanas e uns dias)
monitorando o bebê, que se então não mudasse a situação ele sugeriria indução, mas que poderia mudar completamente de uma hora para outra.

Fomos então direto do Dr. Geraldo para o Dr. Jorge, que também falou que estava tudo bem, ele sugeriu esperar até 2°, dia 19, e ver se tinha dilatação se tivesse fazer um descolamento de membrana, que acaba induzindo o parto, se não fazer uma indução com hormônio. Ele falou para fazer um ultra-som e uma cardiotocografia no sábado ou na segunda, eu completava 41 semanas no domingo.

Fiquei muito tranqüila, pois até as minhas malas eu fiz mal feita pois achava que talvez tivesse que voltar, pois tínhamos decidido que se fosse ter que ser cesárea faríamos em Piracicaba pelo convenio, com o Dr. Carlos mesmo . Eu confiava no Dr. Carlos, que ele não mentiria, mas não confiava ao ponto de fazer uma cesariana sem ao menos tentar. Não sabia quando ia vir ou o quanto iria esperar, mas pelo menos tinha a chance de poder continuar a tentar e se não fosse possível, tudo bem, fazer o que, mas tudo daria certo de qualquer forma.

No dia seguinte fomos fazer a inscrição no hospital. Decidimos deixar os exames para segunda, pois o Coruja iria voltar para Piracicaba para trabalhar no final de semana e já teria voltado para ver o ultra-som, qualquer coisa era só ligar que ele vinha correndo!

Trabalho de Parto e Parto
Domingo de manhã, dia 1
8, soltou um pouco de tampão, que continuou soltando até umas 14/15h, às 17h comecei a ter contrações com cólicas a cada 20 min, não consegui dormir, só conseguia tirar uns cochilos entre as contrações, fiquei bastante na banheira e lá ficava mais fácil da cochilar. Fui ao mercado lá pelas 21h e acho que foi minha ultima refeição quando cheguei em casa depois só fiquei nos sucos até depois do parto.

Segunda-feira de manhã fui fazer os exames, na cardiotoco o bebê resolver dormir uns 20 min, o que me deixou preocupada, mas logo ele acordou e não parou mais de mexer. Tudo OK, voltamos para casa e as contrações mais próximas, de 9 em 9 min, mas já era comecinho de tarde e tinha consulta no final da tarde ás 19h, então resolvi esperar pela consulta, afinal as contrações estavam bem toleráveis.

Fomos à consulta, não estava bem disposta para ir a pé, contrações de 8 em 8 min, o Jorge perguntou como eram as dores descrevi, eram só cólicas com as contrações, na parte da frente, sem dor nas costas, ele disse que devia ser falso trabalho de parto, ai pensei se eu não consegui dormir, estou cansada, sem fome, só tomando suco e com esta dorzinha chata e ainda não é nada imagina só quando for.

O Jorge explicou então como faria o descolamento de membrana, conforme havíamos combinado, se eu tivesse alguma dilatação, ele fez o toque e falou que estava super feliz, que eu estava com 5 para 6 cm de dilatação, me deu uma sensação de até que enfim e ainda bem que esta dorzinha não é só nada, ele perguntou se preferia passar em casa para pegar as coisas ou ia direto para o hospital, fomos para casa.

Pareceu que depois do toque as contrações ficaram mais fortes, fui para casa tranqüila, mas foi ficando mais intenso e já não era mais qualquer posição que ficava confortável, inclinada para frente pareceu ficar mais confortável. Esperar meu pai se arrumar para irmos para o hospital começou a me deixar impaciente e o caminho para o hospital pareceu uma eternidade, parecia que o motorista dirigia de modo brusco (depois perguntei e meu marido disse que o motorista estava dirigindo normal).

No hospital já estavam 3 contrações a cada 10 min, estavam suportáveis, mas eu estava começando a ficar ansiosa e agitada, eu queria tirar minha roupa e ir para debaixo do chuveiro. Q
uando deixaram entrar para o quarto foi a primeira coisa que fiz, neste ponto as contrações já estavam mais intensas e eu não queria mais conversar nem pensava em mais nada, fiquei de quatro no chuveiro. Neste ponto já não sei dizer o quanto ou como doía, parecia que eu estava concentrada em algo que me tirava do mundo.

Em dado momento não quis mais ficar no chuveiro, fui para cama, fiquei de frente para o encosto, de quatro. Depois fui para o banquinho de parto, quando eu estava no banquinho tinha hora que eu me puxava na porta do armário que estava atrás de mim, amararam em outro lugar alguma coisa para eu me pendurar, a principio eu quis, mas quando vinha outra contração, já não quis e preferi ficar onde estava, depois voltei para cama.

Cada vez mais intenso, eu estava muito cansada e só pensava em dormir tentava me encostar entre as contrações, mas não dava tempo, eu já estava fazendo força, mas parecia que as coisas não saiam do lugar, não evoluíam e eu só queria dormir um pouco. Neste ponto comecei a pensar em anestesia, mas ao mesmo tempo tentava resistir, passava pela minha cabeça que o anestesista já estava pago, estava incluso no pacote, era só eu pedir, não sei quanto tempo levou esta conversa comigo mesma, mas acabei pedindo anestesia.

Meu marido tentava me fazer resistir, mas como me dava raiva ela falar para eu esperar só mais um pouquinho, pensava ‘o que você está se metendo, não é da sua conta se eu quero anestesia, eu sei que eu queria conseguir sem, mas se eu mudei de idéia não se meta’. O Jorge sugeriu ver a quantas andava e dar buscopam, mas para fazer o toque eu tive que deitar de barriga para cima, que tortura parecia que doía muito mais.

Eu já estava com 9 cm, mas para mim pareceu que faltava muito ‘ainda 9cm, o bebê já devia estar saindo’. Ele sugeriu romper a bolsa, rompeu e deu buscopam, na hora passava pela minha cabeça ‘seus filhos da P, vocês estão me enrolando’, ao mesmo tempo em que eu queria agüentar xingava todo mundo na minha cabeça por achar que estavam me enrolando, falaram que iam chamar o anestesista.

Não me lembro como foi a ordem das coisas só tenho flash entre as contrações. Começou a doer muito parecia que eu ia estourar e uma ardência, a Márcia perguntou ao Jorge se ele havia feito toque, comecei a gritar que estava doendo muito, o anestesista chegou, mas o bebê já estava saindo, quando vi esta evolução já não queria mais anestesia, porque eu não queria só pela dor, mas porque estava cansada, quando vi que estava nascendo que logo ia acabar, parece que tive mais forças para continuar. Alguém disse que o anestesista tinha chego e outra pessoa falou que não precisava, falou para ele ir embora.

Lembro de gritar que estava doendo e da Márcia dizer que o ardor era normal era o bebê que estava saindo, eu queria mudar de posição, mas quando a contração veio mudei de idéia, o bebê saindo parece que você vai explodir, rasgar, sei lá.

Quando apareceu o cabelo lembro de alguém dizer que dava para fazer uma chuquinha, de tão cabeludo depois alguém falou que chuquinha era chuquinha era coisa de mulher, que podia ser um topete.

Falaram para eu parar de fazer força para não me machucar, ai saiu a cabeça, depois voltar a fazer para sair o corpo, o bebê nasceu! Dá uma espécie de alivio, mas continua o ardor. Virei, perguntei se estava tudo bem, pois ele parecia meio molinho, o colocaram no meu colo, levaram depois para pediatra. Vi meu marido olhando para o bebê e chorando sentado em algo. Queria saber se eu estava machucada, pois a sensação era de que sim. A placenta estava solta falaram para eu fazer força novo ardor para ela sair. O Jorge explicou algo sobre a placenta para o meu marido, não me lembro o que, acho que falei que era igual a dos cachorros, mas não tenho certeza se falei posso ter só pensado.

Para me examinar, para ver se havia me machucado, também ardia e doía não sei ao certo. Não havia nenhum ferimento, voltaram com o bebê para o meu colo, tentei dar de mama, mas estava tão cansada, eu que tinha pensado que quando nascesse não ia querer soltar nunca só pensava em dormir, passei para o colo do pai, que ficou todo feliz, recostei e dei uma dormida, vendo apenas parte do que acontecia, subiram o bebê para o berçário, quis tomar uma ducha depois deitei novamente para esperar me levarem e a espera para eu subir pareceu uma eternidade, de repente bateu uma baita de uma fome meu irmão veio me ver e estava trazendo um pacote de bolacha para o meu marido comi metade. Levaram-me para o quarto, levantei duas vezes para fazer xixi, pois não fazia desde que chegara ao hospital, e dormi.

O Elias nasceu as 2h02 da terça-feira, dia 20/12 com 51,5 cm e 3440 g.

A pior parte não é a dor é o cansaço, duas noites sem dormir, assim que tudo acabou foi a única coisa que pensava em fazer. Valeu a pena, depois ficou ardendo, mas depois, ainda no primeiro dia já era só um incomodo.

Vale muito a pena, é uma experiência maravilhosa.