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terça-feira, 29 de maio de 2012

Relato de parto do Nathan


Era uma segunda feira quando decidimos parar de prevenir uma nova gestação, eu não esperava engravidar tão rápido, já que depois que liberamos da outra vez foram seis meses para eu engravidar, mas na sexta feira quando fui colocar a Sarah para dormir ela começou a falar da Gabriela, que era muito pequena ainda, que não andava, não comia, não sentava e varias outras coisas. Depois de mais de uma hora com ela falando desta tal Gabriela, resolvi perguntar quem era esta Gabriela. Ela fez uma cara com se fosse a coisa mais obvia do mundo, me olhou e disse ‘é o bebê que está na sua barriga!’ depois disso não tocou mais no assunto.
Quase 20 dias depois, no dia do meu aniversário, com 3 dias de atraso, fiz o teste e deu positivo, teríamos mais um bebê!
Eu tinha duas datas prováveis, dia 2 era pela menstruação, que coincidia com a do ultrassom. Outra data minha, dia 9, esta pela concepção. Eu havia engravidado na quarta feira, entre a segunda que paramos de usar camisinha e a sexta em que a Sarah me disse que havia um bebê, não poderia ser em outra data.

Nas outras gestações não me lembro de ter ficado ansiosa. Não arrumamos nada até 37 semanas, só que depois disso arrumamos e já fiquei na expectativa.
Em algum momento antes 39 semanas comecei a ter umas contrações doloridas, mas bem fraquinhas. Isto me fez ficar ainda mais na expectativa, principalmente quando a Sarah mamava, pensava ‘será que vai ser agora’, mas ela mamava e sempre nada acontecia.
Dia 5 era maior lua do ano, dia da parteira, achei que seria um ótimo dia para nascer, resolvi me tocar e descobri que já havia alguma dilatação.
Consulta com 40 semanas. Eu nunca gostei de exame de toque, mas eu queria saber o que era o que eu havia sentido me tocando, estava com 1cm.
Dia 13, dia das mães, seria uma dia bom para nascer, uma coisa ‘romântica’, mas nada...
41 semanas, ultrassom para monitorar e no dia seguinte consulta, estava com 3cm, o que me fez pensar que logo nasceria, ainda mais que dois dias antes namoramos e tive uma seqüência de contrações, umas 6 em uma hora, fraquinhas. Achei interessante estar com 3cm porque eu havia me tocado e pareceu que nada havia mudado.
Eu não queria fazer acupuntura nem nada para induzir, queria entrar em trabalho de parto sem nada, eu estava tranqüila e ao mesmo tempo ansiosa.
Passamos a namorar mais do que em qualquer outra época desde o nascimento do Elias, passei a tomar chá de maça com canela, um chá que eu adoro, mas que fazia tempo que não tomava. Também saímos para caminhar.
Na sexta, 41+2, pensei no que mais tinha de ‘indução natural’ para eu fazer sem ser o chá, caminhar e namorar, lembrava que tinha mais coisa, mas não lembrava o que. Coloquei no Google para ver se lembraria e a primeira que apareceu foi uma que dizia para diminuir o ritmo de trabalho. Ok, decidi parar de costurar, voltar só depois que o bebê nascesse e também ir mesmo ao computador.
Sábado saímos a pé com as crianças, entre sairmos e voltarmos foram duas horas e tive 3 contrações fracas, mas mais fortes do que as que já estava tendo, que também continuaram.
Fiquei pensando que se fosse o mesmo tempo da gestação do Elias, nasceria no sábado, mas era para esta ser a minha gestação mais longa...
A Sarah mamou a noite, de manhã e nada novamente.
Durante o domingo também tive ao longo do dia umas 4 contrações mais fortes que as demais, isto além das fraquinhas.
Novamente a Sarah mamou a noite, pela manhã, além de ter acordado e mamado umas 6 vezes de madrugada, deixei ela mamar o quanto queria, mesmo assim nada, nenhuma contração com ela mamando.
Segunda feira, 41+5. Ultrassom novamente para monitorar, já estava ficando de saco cheio de fazer exames. Decidimos começar com homeopatia e tentar acupuntura.
Eu estava muito brava, me sentindo pressionada e sozinha, como se fosse culpa minha o bebê não nascer, como se os outros colocassem esta culpa em mim.
No final da tarde começamos com homeopatia, óleo de prímula, a Sarah mamou, namoramos, tomei chá de canela e pareceu não acontecer nada.
A Sarah acordou novamente ‘a madrugada toda’ para mamar e pela primeira vez tive umas 3 contrações com ela mamando, ao longo de uma ou duas horas no começo da manhã.
Acordei achando ‘é hoje’, mas não quis avisar ninguém porque estava tão ansiosa que achei que pudesse ser apenas expectativa minha, falei somente com as crianças que nasceria ‘hoje ou amanhã’.
Levantei e as contrações vieram de 15 em 15 minutos. Decidi que ligaria para Márcia e/ou Priscila para avisar e ver também se ainda faria a acupuntura, mas as contrações pararam antes que eu ligasse, na verdade espaçaram muito, ficaram com cerca de 1 hora de intervalo, algumas com mais tempo.
Eu não queria mais enrolar aquilo, não queria apressar nada, mas estava cheia tudo, queria parar tudo ‘pare o mundo que eu quero descer’, então fomos para acupuntura. Aparentemente nada mudou depois da acupuntura.
Fomos para consulta com a Márcia, ela falou de fazer uma massagem no colo com óleo de prímula, que tem prostaglandina. Falei para ela das contrações, que agora estavam espaçadas em cerca de 1 hora, mas que hoje estava diferente, que pela primeira vez tive contrações com a Sarah mamando.
Fomos à massagem, ela disse que eu estava com 6cm, falou que nem ia mexer porque se não podia estourar a bolsa.
Ela lembrou que com o Elias foi assim, mas era diferente porque na dele eu achava que era algo e estava com contrações ritmadas.
Combinamos que eu daria mamá para Sarah para ver se desencadearia, se não acontecesse nada até quinta tentaríamos alguma outra coisa.
Ela ligou para Priscila e disse que eu estava em fase latente. Depois comentou comigo que poderia ficar assim e de repente estourar a bolsa e nascer em algumas contrações.

Fomos para casa e no caminho tive 3 contrações, 10min e 50min de intervalo. Cheguei em casa e resolvi tomar um banho de banheira, relaxar um pouco antes de tudo começar. O Coruja foi arrumar lá atrás, eu já daria banho nas crianças, daríamos janta e colocaria a Sarah para mamar, com tudo já arrumado e preparado, com as crianças de banho tomado e alimentadas.
Nesta hora eu queria me tocar para sentir como era o que ela descrevia, eu tinha me tocado no trabalho de parto da Sarah, mas não entendia o que era, desta vez eu tinha a oportunidade de saber, mas fiquei com receio de estourar a bolsa e achei melhor só pensar nisto depois que tivesse tudo arrumado, inclusive as crianças.
O Coruja arrumou lá atrás, as crianças entraram no banho comigo. Ele queria sair para comprar alguma coisa, eu disse que achava melhor ele não ir, não deu tempo nem de me lavar, nem de lavar os dois, mal falei que era melhor ele não sair a bolsa estourou. Levantei da banheira e fui me enxugar enquanto ele ligava para Márcia. Acabei de me enxugar e falei com ela, a água da banheira continuava da mesma cor, isto era 17h35.
As contrações ficaram bem mais freqüentes, mas não doloridas, aos poucos começaram a vir mais contrações fortes, mas eu me sentia plenamente consciente, não estava na partolandia, o Coruja foi tirar as crianças do banho e dar algo para eles comerem, eu fui para o chuveiro ia falando para ele quando tinha contrações para ele ter uma idéia do intervalo que elas vinham, depois fui para o quarto ele ficava o tempo todo indo e vindo entre eu e as crianças, depois ficou comigo e segurava o pufe numa posição que ficou melhor para mim.
Eu saí rápido da banheira e daí telefonamos e tudo mais, a Sarah deve ter sentido que tinha alguma coisa, ela veio para o quarto depois que vestiu e disse ‘estourou a bolsa’ daí eu vi que estava apreensiva e com cara de choro, eu disse que era normal que só queria dizer que o bebê estava vindo, que dela também tinha estourado a bolsa antes dela nascer, então ela se acalmou e foi comer.
Conforme foi ficando mais intenso, parei de falar quando tinha contração, e foi ficando muito intenso, com a dor bem diferente da dos outros partos, a dor se concentrava na barriga indo para virilha e parecia não aliviar conforme a posição, tentei ir para o chuveiro novamente umas duas vezes, numa delas num banquinho, mas parecia que nada adiantava.
As crianças vieram para o quarto, mas me irritava eles falarem, pedi para ficarem quietos, mas eles falavam, o Coruja pediu para eles ficarem quietos e isto me irritava ainda mais, então ele pediu para os dois ficarem na sala brincando.
A Márcia chegou não sei que horas, mas eu estava num misto começando a entrar na partolandia, com bastante contrações, algumas ainda fracas, mas a maioria forte e cada vez mais intenso.
Teve uma hora que pareceu que as contrações espaçaram muito, para mim pareceu uns 10min e eu queria dormir. Depois do parto o Coruja comentou que as contrações vinham com intervalo de 1 ou 2 minutos e que uma hora espaçou em uns 3min e eu acho que foi nesta hora que para mim pareceu 10min.
Senti o bebê descendo dentro de mim, mas foi diferente do que senti no parto da Sarah, pareceu menos claro, eu estava também mais consciente e ia falando o que ia sentindo.
Depois de um tempo tive puxo em umas contrações, passou por algumas e voltou a ter em todas, senti o bebê vindo, o Coruja parou de apoiar o pufe e veio para pegar o bebê, eu queria que ele ficasse mais um pouco ali que ainda faltava um pouco para o bebê nascer.
Senti o bebê descendo na vagina e uma pressão muito forte, uma sensação de que eu ia rasgar, me lembrando mais o parto do Elias do que o da Sarah, sentia a cabeça indo e vindo cada vez mais, coloquei a mão e senti a cabeça, a cabeça saiu num misto de dor e alivio. O corpo saindo parecia que alguém puxava o bebê, mas era apenas ele escorregando.
Me virei e vi no meio das pernas dele uma bola inchada: um menino! Peguei no colo e falei ‘chama as crianças’. Nathan nasceu às 19h23.
A Priscila chegou, acho que antes da placenta sair, mas não tenho certeza disto.
A placenta saiu, inteira, não ficou nenhum pedaço de membrana e não teve sangramento a mais desta vez.
Coloquei-o para mamar, ele ficou namorando o peito um tempão e demorou para mamar. O Coruja foi falar de ver o sexo e eu falei que era um menino, que eu já tinha visto. Ele foi contar para o meu pai e telefonou para algumas pessoas.
O Elias tirou muitas fotos, fui tomar banho, pesaram 3550g e vestiram o Nathan.

A Sarah deu uma boneca de presente para Márcia, então o Elias começou a trazer um monte de ‘presentes’ para as duas. Jantei alguma coisa, vimos se as crianças queriam comer, fomos deitar umas 22h, só então a Sarah mamou.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Relato de parto da Sarah

O parto dela, o trabalho de parto, foi tudo tão diferente do Elias, foi um parto rápido, bem maluco e irregular, depois que o Elias mamou não teve mais ritmo algum...

Na semana anterior eu já achei que estava próximo porque fiquei com uma vontade louca de arrumar tudo, preparei o aniversário do Elias, que vai ser um aniversario congelado, tudo que pudesse congelar já fiz, até um bolo de sorvete.
Na sexta feira achei que estava diferente, não estava mais com esta vontade louca de arrumar tudo, ela simplesmente passou, e não estava mais me sentindo grávida isto foi o mais estranho, na gestação do Elias eu estranhei a perda da barriga, senti falta e nesta já me sentia assim antes do parto, isto até me deu um pouco de medo. O padrão de movimento do bebê também mudou a partir deste dia.
Eu pensava que o trabalho de parto começaria com o Elias mamando, mas ele mamava para dormir e acordar e nada acontecia.

Na madrugada de sábado para domingo tive contrações indolores durante a noite, coisa que não havia tido até então, foram umas 10 durante a noite. O Elias tinha mamado para dormir e mamou ao acordar e não senti nada de diferente, mas achei que era o dia, falei com meu marido que achava que seria naquele dia. Falei também para o Elias que o bebê nasceria hoje ou amanhã, também o relembrei de que eu poderia gritar quando o bebê fosse nascer, mas que estaria tudo bem.
Pela manhã tive três contrações com uma cólica quase imperceptível, mas achei melhor já avisar a Márcia, a Pricila e a Letícia. Avisei todas que estava com contrações muito leves a cada 20/30 minutos.
Saímos, fomos ao mercadinho comprar alguma coisa e o Elias quis passar no parque que era perto. Quando eu caminhava as contrações, ainda bem fracas, ficavam mais próximas, quando eu parava, elas espaçavam novamente.
Voltamos para casa e eu terminei o que faltava da barriga de gesso que fizemos.
Às 14h o Elias quis mamar, mamou só uns 10 min. e neste tempo vieram duas contrações mais fortes, mas voltaram a espaçar e ficaram mais fracas depois disto. Umas 14h40 resolvi deitar um pouco para descansar, o Elias quis dormir também e pediu para mamar, mamou uns 40 min., e neste tempo as contrações ficaram mais fortes, mas ainda bem suportáveis e novamente vieram a cada mais ou menos 5 min.
Ele parou de mamar, ficou dormindo junto com meu marido, eu não consegui dormir. Fui para o banho ver se elas voltavam a espaçar, mas não espaçaram, ficaram muito irregulares, vinham fracas, mas próximas, completamente diferentes das do TP do Elias. Liguei novamente para Pricila e falei como estavam, ela falou que eu estava muito tranqüila, mas também teve receio de eu ficar assim por eu ser muito calma, eu disse que achava que ainda demorava ficamos de nos falar em mais 2 horas.

Quase 18h nos falamos novamente, ainda estava na mesma: irregulares tanto em freqüência como em intensidade. Ela falou para eu ir para o banho, que na água seria um bom parâmetro, ver quantas tinha em meia hora. Meu marido marcou 30 min. de banho e eu contei as contrações, foram quatro.
Às 18h30 a Pricila ligou novamente e achou melhor vir, já que tinham quatro contrações em meia hora, mas achei que ela estava com um pouco de receio de estar cedo ou ser um alarme falso, não sei, e no fundo eu também estava, quando comentei com meu marido ele olhou para mim e disse que eu estava com cara de quem estava para parir... Mas é que estava tudo tão diferente do parto do Elias, no do Elias lembro bem, que as contrações tinham ritmo, elas iam se aproximando em tempo e aumentando a intensidade, neste agora não, vinham mais fracas, vinham mais fortes, mas todas muito toleráveis. Vinham com intervalo maior, com intervalo menor, estavam bem malucas. Apesar de que no TP do Elias também não achavam que eu estivesse em trabalho de parto, pela que eu dizia que sentia e eu já estava com seis cm.

Umas 19h elas ficaram um pouco mais intensas e só então soltou de verdade o tampão, coisa que estava me deixando um pouco encafifada, porque este tinha sido o primeiro sinal do parto do Elias. Tive um pouco mais de certeza de que seria naquele dia ou na madrugada, comecei a precisar parar durante as contrações, e quando eu parava o Elias perguntava o que foi e eu falava que era uma contração, que logo o bebê ia nascer e ele olhava para o local onde eu estava e dizia vai nascer aqui? Em cima do tapete? Ou qualquer outro local que eu estivesse, eu disse que poderia nascer em qualquer local da casa, mas que ainda ia demorar um pouquinho, mas que seria hoje ou amanhã. Ele me mandava para o quarto que o bebê devia nascer no quarto. Se a Pricila já não estivesse vindo, nesta hora eu falaria para ela vir.
Meu marido ficou arrumando a casa, lavando louça, pendurando roupa e brincando com o Elias todo o tempo e eu ficava andando de um lado para o outro da casa.
Liguei para Letícia e disse que dentro das próximas duas horas gostaria que ela viesse, para ela deixar as coisas meio prontas.

Acho que por volta das 20h comecei a me incomodar com o Elias perguntando em quase todas as contrações o que era, na verdade não me incomodava com ele perguntando, mas já não estava muito confortável reponde-lo durante as contrações e se eu não o respondesse ele ficava perguntando, ai meu marido acabava chamando-o e eu não me sentia legal em não o responder, achei melhor a Letícia vir assim poderia dar atenção à ele.
Acho que um pouco mais de 20h30 a Letícia chegou, eu já estava no quarto tentando achar uma posição confortável, mas estava difícil, já tinha ido para o banho e saído novamente, mas não conseguia achar algum jeito para ficar, então acabava me deitando entre as contrações.

Próximo das 21h a bolsa rompeu, avisei meu marido que nesta hora enchia uma piscina para eu entrar. Em mais duas ou três contrações chegou a Pricila, as contrações já estavam mais fortes, mas ainda irregulares, às vezes vinha uma mais fraca, às vezes vinham com 2 min., às vezes com 5min.
Trocamos o lençol, ela escutou o bebê, viu a posição e perguntou como estavam as dores, doía só na frente não doía nas costas, como no TP do Elias. Ela comentou com meu marido que eu ainda iria descansar porque deitava entre as contrações, mas eu deitava por não encontrar uma posição para ficar. Ela acabou fazendo toque e eu estava com oito cm, ela disse que nascia em uma ou duas horas.
Um pouco depois que a Pricila chegou eu tive um momento de lucidez, onde eu pensava porque agente decide ter mais filhos, será que se eu estivesse em um hospital seria agora que eu pediria anestesia ou será que não pensaria nisto, fiquei pensando nestas coisas, mas acabou que foi tão rápido que não deu para pensar muito que eu era louca por estar fazendo o que estava fazendo.
Pedi para o meu marido trazer o pufe da sala, consegui me ajeitar melhor, eu não poderia entrar mais na piscina por causa da bolsa, então a Pricila perguntou se não queria ir para o chuveiro, sentada na bola, fui para o chuveiro, mas sentar não rolava, tinha que ficar de quatro. Começou a me dar vontade de fazer força meu marido chamou a Pricila, acabei saindo do chuveiro e voltando para o pufe.
Acho que não passou meia hora. A Pricila falou que agora eu poderia ir para piscina, teria que ferver um balde porque a água já havia esfriado, mas meu marido falou que eu havia parido o Elias naquela posição, de quatro. Questionei se o circulo de fogo seria mais ameno na água, porque no parto do Elias foi o que achei que mais doeu. A Pricila falou que eu estava bem ali, que estava melhor do que ficaria na água, acho que por causa do comentário do meu marido de que eu havia parido o Elias naquela posição, disse também que a água aliviava um pouco as contrações, acho que falou algo que não mudaria o circulo de fogo, que seria indiferente.

Eu senti tudo bem diferente do parto do Elias, eu senti bem clara a vontade de fazer força, senti o bebê descer e voltar, e descer, senti bem claro quando a cabeça saiu, senti pouco o circulo de fogo, na verdade senti ele bem rápido, mas tão intenso quanto no parto do Elias, rápido porque logo a cabeça saiu, daí o ombro e escorregou o resto o corpo, acho que saiu em poucas contrações.
Chorou logo que saiu me virei e a Pricila falou ‘é todo seu’, adorei ouvir esta frase, coloquei no meu colo e ela veio enxugar. O Elias veio ver o bebe escutei ele falar do outro quarto ‘o nenê nasceu’ e acho que ele disse algo de dar um beijo no nenê. Logo o Coruja lembrou-se de saber qual era o sexo, não deu tempo nem de eu me lembrar de que não sabíamos... Uma menina! Sarah! Também olharam as horas eram 22h18.

Questionei o que sentiria quando fosse para placenta sair, e logo senti. Meu marido cortou o cordão e logo a placenta saiu. Fui do pufe para cama e ela mamou, ficamos lá por um tempo.
Eu estava sangrando mais do que deveria, então tomei uma injeção. Eles iam arrumando tudo, eu ainda sangrava mais do que deveria, uma segunda injeção e saem meu marido, a Letícia e o Elias para comprar um remédio, que eu deveria tomar para o sangramento.
Quando eles voltam com o remédio, pegam a Sarah para limpar, pesar e vestir. Ela pesou 3060g.
O sangramento diminuiu um pouco, tomei o remédio, que ainda deveria tomar no dia seguinte, elas foram embora por volta da 1h, daí o Elias pediu para mamar, estava muito cansado tadinho nunca vai dormir tão tarde.
Eu achava que ele iria querer mamar logo que visse o bebê mamar, mas não só quis depois para dormir, teve uma noite agitada e mamou mais umas duas vezes na madrugada.
Eu até quis oferecer o seio à ele quando a Sarah mamava, mas acabei não oferecendo, mesmo sem ter porque fiquei sem graça de oferecer, sei lá ele estava tão bem e nem pareceu pensar em pedir e também fiquem em dúvida de como faria para amamentar os dois, acabou que nem levei a idéia adiante e não pensei mais nisto, no dia seguinte eles mamaram juntos.
Eu tive muita sede à noite toda e mal consegui dormir, mas acordei de manhã, cansada, mas não como quem pariu no dia anterior e sim apenas como quem dormiu tarde.

No dia seguinte o sangramento já estava pouco, mas eu tive muita cólica quando qualquer um dos dois ou os dois mamavam.
Eu me senti muito diferente depois do parto do que havia me sentido depois do parto do Elias, estava cansada, mas não exausta, não tive laceração como não tive no parto do Elias, mas não senti tudo sensível como tinha ficado depois do parto do Elias. Depois do parto do Elias eu dormi muito mais por vários dias, neste parece que já estou pronto para outra!!
No parto do Elias não sei se por ser em hospital eu não me lembro de perceber as coisas a minha volta, mas neste eu sabia o que estava acontecendo em casa, escutava o Elias brincando, as pessoas falando, mesmo quase não tendo falado. Isto não me incomodou em nada, dava até um ar mais familiar, percebi bem mais as coisas ao meu redor do que no parto do Elias, não sei se por ter sido em hospital era mais silencioso ou se por eu estar mais cansada não percebia as coisas ao redor.


O relato acabou não ficando tão curto quanto eu pensava que ficaria, mas foi maravilhosa a experiência, única; e eu quero repetir mais uma vez!!

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Relato de Parto do Elias

Anuncio da nascimento em uma lista de discussão do Yahhogrupos:

"Nasceu essa madrugada, às 2h, o Elias, filho da Raquel de Piracicaba.
Ela não participou muito,pois
estava sem computador em casa.
O parto ia ser em casa, mas por diversas razões eles optaram por vir para São Paulo e o bebê nasceu no Hosp. N. Sra. de Lourdes, de um lindíssimo parto natural, assistido pelo JK e Márcia K.
Para quem entende das questões físicas envolvidas, foi feito um exame de toque no consultório às 19h - estava com 6 cm, contrações a cada 7 minutos.
Internou às 22h, contrações a cada 4 min.
Exame de toque à 1h, 8 cm, bebê alto (-2). Ela pediu anestesia, pelos nossos cálculos ainda faltariam algumas horinhas, pelo menos umas 3, pois o bebê estava muito alto, nem tinha insinuado direito na bacia. A bolsa foi rompida artificialmente, era mais ou menos 1:15h. Antes que o anestesista entrasse na sala, ou seja, 15 minutos depois que a bolsa foi rompida o bebê desceu de -2 para +5. Coroou assim, de repente!!! Ninguém acreditou! Ela fez força e o bebê nasceu em 30 minutos. Chocante, impressionante!!!! Foi um parto muito lindo."



Consulta com o Dr. Carlo Yossef
Até eu estar com 40 semanas de gestação, meu parto seria em minha casa com a Márcia e a Priscila. Meu marido queria que eu continuasse com o medico em vez de fazer o pré-natal com elas, eu não via problema até achava bom por ter um medico por perto caso acorresse algo.

Estava previsto para dia 11 de dezembro. Na consulta do dia 12, com 40 semanas e 1 dia, o médico falou que achava que o bebê ia entrar em sofrimento se já não estivesse, que ele não costumava errar e algo dizia para ela tirar o bebê de lá, que o bebê estava alto e minhas chances de parto normal eram pequenas. Eu questionei ao menos esperar entrar em trabalho de parto e ele respondeu que “não via luz no fim do túnel” e que não valia esperar, falou que nunca perdeu um bebê por pós-data. Perguntei até quando ele já havia esperado, ele disse 40 semanas e 3 dias, mas que no meu caso pelo bebê estar alto a chance dele descer era muito pequena, que para ele a perda podia ser pequena, 5 ou 10%, mas para mãe era 100%.

Ele escutou os batimentos cardíacos e disse que estava desacelerado e que o bebê não reagia, falei que o bebê estava mexendo bem, ele disse que isto não significava nada, que ele retirou um bebê mecôniado com 38 semanas e estava mexendo bem.

Meu marido falou para olhar no ultra-som, ele olhou e falou que o bebê estava bem, falei de fazer Doppler e cardiotoco, e ele disse que não adiantava que daria tudo bem, falei que para mim faria diferença pelo menos entrar em trabalho de parto, ele disse que quem quer um parto normal geralmente não consegue. Falou se eu assinaria um termo de responsabilidade por esperar, eu disse que sim, eu sabia que o bebê estava bem, ele disse “... e se seu bebê morrer de hoje para amanhã de quem vai ser a responsabilidade” falei que minha, ele disse que o termo de
responsabilidade não faria diferença, que se saísse no jornal não faria diferença ele mostrar a carta assinada por mim.

Terminou falando que não esperava mais que se eu quisesse procurar a opinião de outro medico que esperasse mais porque ele não esperava. Perguntei se ele tinha alguma indicação ou se conhecia alguém que esperasse, ele falou que os médicos do SUS costumam esperar, ele questionou se eu não conhecia em São Paulo, disse que sim e pedi para ele escrever o que ele considerava motivo de cesárea num papel. Antes eu também questionei de induzir ele disse que não adiantaria e que nem adiantava fazer toque que o bebê estava alto.

Discussões em casa
No caminha de casa o Coruja ficou muito exaltado, tivemos uma primeira discussão, ele queria que eu dissesse algo e eu falei que chegando em casa ligaria para a Márcia e para o Jorge e veria o que fazer, eu não sabia o que pensar.

Chegamos em casa ele saiu para esfriar a cabeça no bar de um amigo, liguei para Márcia que me acalmou muito bem, depois meu marido voltou para casa e falei para ele tudo que ela tinha me dito, ele disse que não queria que fosse mais em casa e ai começaram os questionamentos: ”está parecendo que você não quer este bebê aqui fora, ele pode estar aqui nos nossos bra
ços amanhã”, “está parecendo que o parto é mais importante que o bebê.” Minha irmã que teve que fazer cesárea disse: ”Eu sei o que você está sentindo, eu também passei por isto e fui para São Paulo com a esperança do medico falar que podia esperar, mas teve que ser para mim foi um choque!”

Falei que ia para São Paulo que não ia fazer cesárea sem ao menos tentar um parto normal. Ele disse que não queria que eu fosse, que fosse em casa mesmo então e se acontecesse algo que eu fosse para o SUS. Mas com tudo isto eu também fiquei u pouco insegura, tinha medo de o medico estar certo.

Minha irmã sugeriu que fosse ao medico dela, Dr. Geraldo, que não é cesarista e não é também humanista, seria um meio termo, uma terceira opinião, pois meu marido dizia que o Jorge ia dizer o que eu queria ouvir, que ele era uma boa pessoa tinha uma aura ótima, estávamos na varanda e neste momento a luz que estava com defeito (hora acendia hora não) acendeu, olhamos um para cara do outro e demos risada, foi uma boa descontração momentânea e ele “falou uma aura forte mesmo!”

Neste ponto os ânimos já estavam mais baixos e ele falou que estava preocupado, eu falei que sabia que estava tudo bem, falei que então íamos para São Paulo no Dr. Geraldo e no Jorge. Ele questionou se o Dr. Geraldo dissesse que tinha que ser cesárea, o que eu ia fazer se ainda ia no Dr. Jorge para ouvir o que eu queria, se ia confiar mais no Jorge contra a indicação de dois médicos, falei que não sabia, que íamos ver o que ele ia falar.

Por telefo
ne o Dr. Geraldo disse que pelo que o outro medico havia dito, se estivesse tudo certo, teria que ser, mas que ele não podia dizer por telefone, teria que me examinar.

Consultas em São Paulo
Fomos para São Paulo na terça, dia 13, fomos da rodoviária direto para Dr. Geraldo, ele disse que estava tudo bem, que hoje em dia os médicos não costumam esperar mais que 40 semanas mesmo, mas que daria para esperar tranqüilamente até dia 22 (41 semanas e uns dias)
monitorando o bebê, que se então não mudasse a situação ele sugeriria indução, mas que poderia mudar completamente de uma hora para outra.

Fomos então direto do Dr. Geraldo para o Dr. Jorge, que também falou que estava tudo bem, ele sugeriu esperar até 2°, dia 19, e ver se tinha dilatação se tivesse fazer um descolamento de membrana, que acaba induzindo o parto, se não fazer uma indução com hormônio. Ele falou para fazer um ultra-som e uma cardiotocografia no sábado ou na segunda, eu completava 41 semanas no domingo.

Fiquei muito tranqüila, pois até as minhas malas eu fiz mal feita pois achava que talvez tivesse que voltar, pois tínhamos decidido que se fosse ter que ser cesárea faríamos em Piracicaba pelo convenio, com o Dr. Carlos mesmo . Eu confiava no Dr. Carlos, que ele não mentiria, mas não confiava ao ponto de fazer uma cesariana sem ao menos tentar. Não sabia quando ia vir ou o quanto iria esperar, mas pelo menos tinha a chance de poder continuar a tentar e se não fosse possível, tudo bem, fazer o que, mas tudo daria certo de qualquer forma.

No dia seguinte fomos fazer a inscrição no hospital. Decidimos deixar os exames para segunda, pois o Coruja iria voltar para Piracicaba para trabalhar no final de semana e já teria voltado para ver o ultra-som, qualquer coisa era só ligar que ele vinha correndo!

Trabalho de Parto e Parto
Domingo de manhã, dia 1
8, soltou um pouco de tampão, que continuou soltando até umas 14/15h, às 17h comecei a ter contrações com cólicas a cada 20 min, não consegui dormir, só conseguia tirar uns cochilos entre as contrações, fiquei bastante na banheira e lá ficava mais fácil da cochilar. Fui ao mercado lá pelas 21h e acho que foi minha ultima refeição quando cheguei em casa depois só fiquei nos sucos até depois do parto.

Segunda-feira de manhã fui fazer os exames, na cardiotoco o bebê resolver dormir uns 20 min, o que me deixou preocupada, mas logo ele acordou e não parou mais de mexer. Tudo OK, voltamos para casa e as contrações mais próximas, de 9 em 9 min, mas já era comecinho de tarde e tinha consulta no final da tarde ás 19h, então resolvi esperar pela consulta, afinal as contrações estavam bem toleráveis.

Fomos à consulta, não estava bem disposta para ir a pé, contrações de 8 em 8 min, o Jorge perguntou como eram as dores descrevi, eram só cólicas com as contrações, na parte da frente, sem dor nas costas, ele disse que devia ser falso trabalho de parto, ai pensei se eu não consegui dormir, estou cansada, sem fome, só tomando suco e com esta dorzinha chata e ainda não é nada imagina só quando for.

O Jorge explicou então como faria o descolamento de membrana, conforme havíamos combinado, se eu tivesse alguma dilatação, ele fez o toque e falou que estava super feliz, que eu estava com 5 para 6 cm de dilatação, me deu uma sensação de até que enfim e ainda bem que esta dorzinha não é só nada, ele perguntou se preferia passar em casa para pegar as coisas ou ia direto para o hospital, fomos para casa.

Pareceu que depois do toque as contrações ficaram mais fortes, fui para casa tranqüila, mas foi ficando mais intenso e já não era mais qualquer posição que ficava confortável, inclinada para frente pareceu ficar mais confortável. Esperar meu pai se arrumar para irmos para o hospital começou a me deixar impaciente e o caminho para o hospital pareceu uma eternidade, parecia que o motorista dirigia de modo brusco (depois perguntei e meu marido disse que o motorista estava dirigindo normal).

No hospital já estavam 3 contrações a cada 10 min, estavam suportáveis, mas eu estava começando a ficar ansiosa e agitada, eu queria tirar minha roupa e ir para debaixo do chuveiro. Q
uando deixaram entrar para o quarto foi a primeira coisa que fiz, neste ponto as contrações já estavam mais intensas e eu não queria mais conversar nem pensava em mais nada, fiquei de quatro no chuveiro. Neste ponto já não sei dizer o quanto ou como doía, parecia que eu estava concentrada em algo que me tirava do mundo.

Em dado momento não quis mais ficar no chuveiro, fui para cama, fiquei de frente para o encosto, de quatro. Depois fui para o banquinho de parto, quando eu estava no banquinho tinha hora que eu me puxava na porta do armário que estava atrás de mim, amararam em outro lugar alguma coisa para eu me pendurar, a principio eu quis, mas quando vinha outra contração, já não quis e preferi ficar onde estava, depois voltei para cama.

Cada vez mais intenso, eu estava muito cansada e só pensava em dormir tentava me encostar entre as contrações, mas não dava tempo, eu já estava fazendo força, mas parecia que as coisas não saiam do lugar, não evoluíam e eu só queria dormir um pouco. Neste ponto comecei a pensar em anestesia, mas ao mesmo tempo tentava resistir, passava pela minha cabeça que o anestesista já estava pago, estava incluso no pacote, era só eu pedir, não sei quanto tempo levou esta conversa comigo mesma, mas acabei pedindo anestesia.

Meu marido tentava me fazer resistir, mas como me dava raiva ela falar para eu esperar só mais um pouquinho, pensava ‘o que você está se metendo, não é da sua conta se eu quero anestesia, eu sei que eu queria conseguir sem, mas se eu mudei de idéia não se meta’. O Jorge sugeriu ver a quantas andava e dar buscopam, mas para fazer o toque eu tive que deitar de barriga para cima, que tortura parecia que doía muito mais.

Eu já estava com 9 cm, mas para mim pareceu que faltava muito ‘ainda 9cm, o bebê já devia estar saindo’. Ele sugeriu romper a bolsa, rompeu e deu buscopam, na hora passava pela minha cabeça ‘seus filhos da P, vocês estão me enrolando’, ao mesmo tempo em que eu queria agüentar xingava todo mundo na minha cabeça por achar que estavam me enrolando, falaram que iam chamar o anestesista.

Não me lembro como foi a ordem das coisas só tenho flash entre as contrações. Começou a doer muito parecia que eu ia estourar e uma ardência, a Márcia perguntou ao Jorge se ele havia feito toque, comecei a gritar que estava doendo muito, o anestesista chegou, mas o bebê já estava saindo, quando vi esta evolução já não queria mais anestesia, porque eu não queria só pela dor, mas porque estava cansada, quando vi que estava nascendo que logo ia acabar, parece que tive mais forças para continuar. Alguém disse que o anestesista tinha chego e outra pessoa falou que não precisava, falou para ele ir embora.

Lembro de gritar que estava doendo e da Márcia dizer que o ardor era normal era o bebê que estava saindo, eu queria mudar de posição, mas quando a contração veio mudei de idéia, o bebê saindo parece que você vai explodir, rasgar, sei lá.

Quando apareceu o cabelo lembro de alguém dizer que dava para fazer uma chuquinha, de tão cabeludo depois alguém falou que chuquinha era chuquinha era coisa de mulher, que podia ser um topete.

Falaram para eu parar de fazer força para não me machucar, ai saiu a cabeça, depois voltar a fazer para sair o corpo, o bebê nasceu! Dá uma espécie de alivio, mas continua o ardor. Virei, perguntei se estava tudo bem, pois ele parecia meio molinho, o colocaram no meu colo, levaram depois para pediatra. Vi meu marido olhando para o bebê e chorando sentado em algo. Queria saber se eu estava machucada, pois a sensação era de que sim. A placenta estava solta falaram para eu fazer força novo ardor para ela sair. O Jorge explicou algo sobre a placenta para o meu marido, não me lembro o que, acho que falei que era igual a dos cachorros, mas não tenho certeza se falei posso ter só pensado.

Para me examinar, para ver se havia me machucado, também ardia e doía não sei ao certo. Não havia nenhum ferimento, voltaram com o bebê para o meu colo, tentei dar de mama, mas estava tão cansada, eu que tinha pensado que quando nascesse não ia querer soltar nunca só pensava em dormir, passei para o colo do pai, que ficou todo feliz, recostei e dei uma dormida, vendo apenas parte do que acontecia, subiram o bebê para o berçário, quis tomar uma ducha depois deitei novamente para esperar me levarem e a espera para eu subir pareceu uma eternidade, de repente bateu uma baita de uma fome meu irmão veio me ver e estava trazendo um pacote de bolacha para o meu marido comi metade. Levaram-me para o quarto, levantei duas vezes para fazer xixi, pois não fazia desde que chegara ao hospital, e dormi.

O Elias nasceu as 2h02 da terça-feira, dia 20/12 com 51,5 cm e 3440 g.

A pior parte não é a dor é o cansaço, duas noites sem dormir, assim que tudo acabou foi a única coisa que pensava em fazer. Valeu a pena, depois ficou ardendo, mas depois, ainda no primeiro dia já era só um incomodo.

Vale muito a pena, é uma experiência maravilhosa.